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Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil

17 de fevereiro de 2022

Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil

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17 de fevereiro de 2022

O câncer infantil é a maior causa de mortes no Brasil entre crianças e adolescentes com até 19 anos de idade; saiba mais.

 

Todos os anos, cerca de 400 mil crianças e adolescentes (até 19 anos de idade) são diagnosticados com algum tipo de câncer. Esses casos, chamados de câncer infantil, representam a principal causa de morte para essa faixa etária no Brasil e em muitos países desenvolvidos.

Apenas em nosso país, cerca de 12 mil novos casos de câncer infantil são diagnosticados por ano. Felizmente, em países desenvolvidos, em torno de 80% das crianças e adolescentes conseguem vencer a doença. Mas, em países subdesenvolvidos, onde 80% das crianças e adolescentes vivem, esse percentual pode cair para até 20%.  

 

Conscientização: a importância do diagnóstico precoce

A Childhood Cancer International (CCI) acredita que as chaves para aumentar as chances de cura do câncer infantil são a conscientização e o diagnóstico precoce. Por isso, em 2002 a instituição estabeleceu 15 de fevereiro como o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil.   

O dia tem como objetivo educar o público em geral e profissionais de saúde sobre o câncer infantil e expressar apoio às crianças e adolescentes com câncer e aos seus familiares. Além disso, a data também ressalta a necessidade de tratamentos melhores e mais acessíveis a todas as crianças, independente do lugar onde moram ou de sua classe social.

O que é a Childhood Cancer International?

A Childhood Cancer International é uma organização não-governamental fundada em 1994 que hoje é a maior instituição de apoio a pacientes de câncer infantil no mundo. A CCI está presente nos 5 continentes, em mais de 90 países, incluindo o Brasil.

 

A “árvore da vida”: um esforço global

Desde 2021, a CCI alinhou sua campanha de luta contra o câncer infantil com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo é aumentar as taxas de cura da doença para ao menos 60% no mundo inteiro até 2030. 

Para ilustrar a campanha, as organizações escolheram a imagem da “árvore da vida”: as mãos coloridas representam que é possível sobreviver ao câncer infantil e as raízes indicam as ações necessárias para atingir o objetivo. A organização convida outras instituições a criarem a árvore da vida do seu país, simbolizando que o câncer infantil é curável.

 

Sintomas e diagnóstico

Como existem diversos tipos diferentes de câncer infantil, os sintomas são bastante variados. Entretanto, os sinais de alerta mais comuns incluem: palidez, hematomas ou sangramentos, dor nos ossos, caroços ou inchaços, perda de peso inexplicada, sudorese noturna, alterações nos olhos (como estrabismo), inchaço abdominal, dores de cabeça persistentes ou graves e vômitos pela manhã com piora ao longo do dia.

Como os sintomas do câncer infantil são, em muitos casos, parecidos com os de doenças comuns, consultas frequentes ao pediatra são fundamentais para o diagnóstico precoce. Esses profissionais podem identificar os primeiros sinais de câncer e encaminhar a criança para investigação diagnóstica e tratamento especializado.

 

Retinoblastoma: um câncer infantil 

Retina - retinoblastoma

O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum em crianças, afetando cerca de 1 a cada 15.000 nascidos vivos. Ele se desenvolve na retina, tecido localizado na parte de trás do olho responsável pela visão. 

O câncer pode afetar apenas um olho ou os dois olhos. O sinal mais comum da doença é um reflexo branco visível na pupila chamado “reflexo do olho de gato” (leucocoria), perceptível em fotografias tiradas com flash. Outro sinal é o estrabismo, quando os olhos parecem estar desalinhados.

Cerca de 40% dos casos são hereditários, causados por uma mutação germinativa no gene RB1 que foi herdado dos pais e está presente em todas as células do corpo.  

Apesar de ser uma doença grave, o retinoblastoma tem tratamentos com altas chances de cura. Mas o diagnóstico precoce é essencial, pois se não for tratado o retinoblastoma pode levar a consequências graves, como cegueira e morte.

 

Teste da Bochechinha: identificando o retinoblastoma

Triagens neonatais são fundamentais para identificar o retinoblastoma de forma precoce e evitar sequelas da doença. O Teste do Olhinho, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é capaz de detectar tumores intra-oculares como o retinoblastoma. Porém, o teste não diagnostica lesões pequenas na periferia da retina, o que significa que não é possível excluir a doença. 

O Teste da Bochechinha, triagem neonatal genética, analisa o DNA do recém-nascido em busca de mutações associadas ao retinoblastoma e outras 340 doenças tratáveis da primeira infância. Desta forma, bebês com alto risco de desenvolver esse tipo de câncer podem passar por consultas oftalmológicas mais frequentes e realizar exames específicos, aumentando as chances de identificar o tumor precocemente e iniciar os tratamentos necessários para evitar sequelas graves.

​​Quer saber mais sobre as doenças do Teste da Bochechinha? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo, entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site.

 

Referências

  1. Childhood Cancer International. 
  2. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Rio de Janeiro: INCA, 2019.
  3. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Diagnóstico precoce do câncer na criança e no adolescente / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Instituto Ronald McDonald. 2. ed. Rio de Janeiro: Inca, 2014.
  4. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temáticas. Protocolo de diagnóstico precoce do câncer pediátrico [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temáticas. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
  5. Lohmann DR, Gallie BL. Retinoblastoma. 2000 Jul 18 [Updated 2018 Nov 21]. In: Adam MP, Ardinger HH, Pagon RA, et al., editors. GeneReviews® [Internet]. Seattle (WA): University of Washington, Seattle; 1993-2020. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1452/
  6. Retinoblastoma – NORD (National Organization for Rare Disorders). NORD (National Organization for Rare Disorders). Published February 7, 2017. https://rarediseases.org/rare-diseases/retinoblastoma/

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