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Doenças esqueléticas hereditárias

24 de novembro de 2021

Foto de um bebê andando segurando nas mãos de um adulto

Doenças esqueléticas hereditárias

Foto de um bebê andando segurando nas mãos de um adulto
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24 de novembro de 2021

O que são doenças esqueléticas hereditárias?

As doenças esqueléticas são todas aquelas que afetam os ossos e as articulações, e podem incluir malformações, deformações e enfraquecimento dos ossos, perda de massa óssea, atraso de crescimento, entre outras alterações. 

Algumas doenças esqueléticas podem ser hereditárias, ou seja, são causadas por fatores genéticos passados de uma geração para outra na família. Dois exemplos de doenças esqueléticas são:

  • Osteogênese imperfeita: também conhecida pela expressão “ossos de vidro”, é um exemplo de doença esquelética de caráter genético hereditário. Nessa condição, os ossos têm uma enorme fragilidade e quebram facilmente, mesmo com pouco ou nenhum trauma, ou seja, podem quebrar de forma espontânea. 

Cerca de uma a cada 20 mil pessoas são afetadas pela osteogênese imperfeita.

  • Raquitismo: doença esquelética em que os ossos ficam mais frágeis e predispostos a se deformarem, além de outras consequências, como atraso de crescimento. Algumas formas de raquitismo são causadas por deficiência de vitamina D, cálcio ou fósforo, enquanto outras formas são decorrentes de alterações genéticas.

Como essas doenças são herdadas?

As doenças esqueléticas hereditárias são monogênicas, ou seja, são causadas por alterações em um único gene.

Cerca de 85% dos casos de osteogênese imperfeita possui um padrão de herança autossômica dominante devido a alterações nos genes COL1A1 e COL1A2, que codificam o colágeno do tipo 1, proteína presente em ossos, tendões e pele. Nesse padrão de herança, basta que apenas uma das duas cópias do gene que cada pessoa possui esteja alterada para a doença se manifestar.

A menor parte dos casos de osteogênese imperfeita é causada por mutações em outros genes e pode seguir o padrão de herança autossômica dominante, autossômica recessiva (quando as duas cópias do gene estão alteradas) ou ligada ao X (quando a alteração está no cromossomo sexual X). 

Entre as formas de raquitismo que são causadas por fatores genéticos, há aquelas causadas por alterações nas vias metabólicas da vitamina D, no receptor de vitamina D, na concentração de fosfato no sangue, entre outras. 

O raquitismo deficiente de hidroxilação de vitamina D (quando causado por alterações nos genes CYP27B1 e CYP2R1) e o raquitismo dependente de vitamina D (quando causado por alterações no gene VDR) têm padrão de herança autossômica recessiva, enquanto o raquitismo hipofosfatêmico (quando causado por alterações no gene PHEX) tem padrão de herança ligado ao X.

Tabelas com as doenças esqueléticas hereditárias analisadas pelo Teste da Bochechinha e os padrões de herança de cada uma delas

Entenda mais sobre padrões de herança de doenças genéticas.

Como é feito o diagnóstico?

As doenças esqueléticas hereditárias se desenvolvem ainda na primeira infância. Dependendo do tipo, podem ocorrer fraturas, deformidades ósseas, alterações dentárias, frouxidão ligamentar e até mesmo surdez.

O diagnóstico depende dos sintomas, exames clínicos, exames de imagem e podem ser confirmados também através de testes genéticos.

Como as doenças esqueléticas hereditárias são doenças genéticas raras podem causar consequências graves para a saúde, bem-estar e desenvolvimento da criança.

Quanto antes for realizado o diagnóstico, mais cedo os tratamentos e o acompanhamento médico podem ser iniciados, reduzindo o risco de sequelas e aumentando a qualidade de vida do paciente.

Quais os tratamentos para as doenças esqueléticas?

Apesar de não existir cura, o acompanhamento médico especializado pode proporcionar mais qualidade de vida ao paciente. Os cuidados dependerão do tipo da doença e da severidade das complicações. 

Os tratamentos têm o objetivo de diminuir o número de fraturas e deformidades, e podem envolver uma equipe multidisciplinar. Entre as intervenções possíveis estão as cirurgias para correção e prevenção de deformidades ósseas, além de reabilitação fisioterápica e medicamentos. 

Qual a importância do Teste da Bochechinha para a detecção precoce?

O Teste da Bochechinha é uma triagem neonatal genética que investiga mais de 340 doenças tratáveis que se manifestam na infância, incluindo a análise das principais alterações genéticas associadas à osteogênese imperfeita e a alguns tipos de raquitismo hereditário.

A coleta do DNA é rápida, simples e indolor: basta utilizar o cotonete swab na parte interna da bochecha do bebê. Como o teste pode ser realizado desde o primeiro dia de vida, antes mesmo de qualquer sintoma aparecer, é possível realizar o acompanhamento médico e o tratamento adequado o mais cedo possível, diminuindo o risco das consequências graves dessas doenças e proporcionando mais qualidade de vida ao bebê.

Meu filho tem suspeita de uma doença esquelética, posso fazer o Teste da Bochechinha para confirmar o diagnóstico?

Como o Teste da Bochechinha é uma triagem, ele não é recomendado para crianças que apresentam sintomas ou suspeitas clínicas.

Quando a criança já manifesta sinais e sintomas, recomenda-se realizar um exame genético de diagnóstico para confirmar a suspeita. 

A Mendelics realiza o diagnóstico genético de algumas doenças esqueléticas hereditárias através do Painel de Doenças Tratáveis, ou através do sequenciamento de nova geração (NGS) de genes específicos, de maneira customizada.

É importante ressaltar que exames de diagnóstico, diferentemente dos testes de triagem, só podem ser realizados mediante solicitação e acompanhamento médico.

Converse com o seu médico e entre em contato com nossa equipe para mais informações.

Referências:

Marini, J. C. et al. Osteogenesis imperfecta. Nat. Rev. Dis. Primers 3, 17052 (2017). 

Ralston S. H., Gaston M. S. Management of Osteogenesis Imperfecta. Front. Endocrinol. 10:924 (2020). 

Haffner, D. et al. Clinical practice recommendations for the diagnosis and management of X-linked hypophosphataemia. Nat Rev Nephrol 15, 435–455 (2019).

Ruppe MD. X-Linked Hypophosphatemia. 2012 Feb 9 [Updated 2017 Apr 13]. In: Adam MP, Ardinger HH, Pagon RA, et al., editors. GeneReviews® [Internet]. Seattle (WA): University of Washington, Seattle; 1993-2021.

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